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Da Experiência à Pesquisa: Acadêmico com TEA Defende Educação Mais Inclusiva

jmd24hr
28 de ago.
2 min de leitura

Por Julimar Silva, TV Guará - Caxias

Um jovem acadêmico do curso de Ciências Biológicas, que também é autista, transformou sua experiência e seus conhecimentos em uma reflexão acadêmica sobre inclusão e educação. Marcelo Silva apresentou seu trabalho em uma das ações promovidas pelo Núcleo de Acessibilidade da UEMA, atividade que integra a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.


"Bom, o núcleo de acessibilidade da UEMA, o NAU, ele tem a função de dar esse apoio pedagógico para os alunos com deficiência e também para os professores que também têm deficiência. Então ele trabalha em parceria com os professores em sala de aula, promovendo a inclusão de fato e dando essa assistência que os alunos precisam. Assim contemplando ele em toda a sua jornada acadêmica e fazendo com que o conhecimento científico se torne, de fato, um conhecimento adquirido por esses alunos que estão matriculados na UEMA," falou Rogério Ribeiro, profissor e intérprete de Libras na UEMA.



Em sua monografia, intitulada: Estratégias Metodológicas para o Ensino de Ciências para alunos com TEA em escolas públicas, Marcelo refletiu sobre metodologias de ensino para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando a importância de práticas pedagógicas que considerem as características e necessidades de cada estudante. Para ele, não existe uma única forma de aprender, e o processo educacional precisa reconhecer as particularidades de cada pessoa.

"Porque eu acho que o currículo, tanto de Ciências Biológicas como de outras áreas da licenciatura, ele carece de um olhar mais voltado para pessoas que têm deficiência como TEA, T.D.H. entre outras comorbidades quero que às metodologias estejam mais adequadas. Tem pessoas que aprendem mais rápido, mas tem pessoas que vão precisar de uma estratégia diferente." disse Marcelo Silva acadêmico Ciências Biológica.



A apresentação também reforçou a importância da educação inclusiva e da construção de ambientes acadêmicos que valorizem as diferenças. A trajetória de Marcelo demonstra que a deficiência não deve ser vista como uma barreira para o conhecimento, mas como parte da diversidade humana, lembrando que cada pessoa aprende de uma maneira diferente e precisa ter suas potencialidades reconhecidas e estimuladas.



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